quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

Tsunami consumista

Esta semana (pós-Natal e pré-Ano Novo) está sendo perturbadora para mim. Parece que estou vivendo uma daquelas cenas do filme Groundhog Day, (1993), em que Bill Murray se vê preso ao destino e se esforça para mudá-lo a cada manhã. A experiência é péssima, traumatizante e pertubadora. Mas, por incrível que pareça, construtiva.
Quem ainda se lembra deste filme ? Por aqui, ele recebeu o nome de "Feitiço do Tempo" e passou muito nas sessões da tarde. Eu, confesso, não me empolguei na primeira vez que vi... e acho que até hoje não me empolgaria. É repetitivo demais.
Mas não consegui encontrar outra referência que se encaixasse tão bem à minha semana atual.
Os dias têm sido pra lá de monótonos e repetitivos. Parece que o tempo parou na semana do Natal e eu fui a única que não percebi. Pensei que a calmaria e a normalidade fossem voltar a reinar. Puro engano... o comércio está enlouquecido com as trocas dos presentes de Natal e os comerciantes procuram faturar em cima dos consumidores de ocasião. As lojas já empurram seus estoques de roupas brancas, desejando feliz 2008 para os mais otimistas. É a onda consumista crescendo de novo, como uma tsunami.
Dá vontade de chegar na rua e gritar:
- Calma, gente!!! O mundo não vai acabar esta semana, não!!!
Será que vão me ouvir?
Começo a achar que o problema é meu... será???
Minha lista de prioridades para 2008 precisa ser revista.

2 comentários:

Arnaldo disse...

Outro dia passou este filme num canal por assinatura. Peguei no meio e não vi até o final. Não gosto de rever filmes.

Lembro-me que gostei dele quando o assisti. E olhe que assisti meio a contra gosto, já que não gosto de Bill Murray. Na verdade, comecei a gostar um pouco mais depois deste filme e de Encontros e Desencontros ,este sim eu adorei, mas aí não vale, pois gosto de qualquer coisa que tenha a Scarlett Johansson.

Os dias tem sido repetitivos. Mas os dias são sempre assim. É a gente que tem que inovar. Inventar alguma coisa.

Eu penso que... disse...

É verdade, Arnaldo.
A gente é que precisa inovar, inventar, se aventurar...
Vou tentar fazer diferente em 2008!
Bjs