domingo, 4 de novembro de 2007

Cafeína na veia

Café é meu vício. Adoro café e a qualquer hora do dia. Gosto logo pela manhã, quando acordo já sentindo o cheiro de café sendo preparado. E de preferência feito manualmente, com filtro, e não de cafeteira elétrica. Sim, porque me recuso a tomar o primeiro gole da manhã com café de cafeteira. Depois que peguei este hábito, café de cafeteira fica com gosto de café requentado pela chapa de alumínio da cafeteira. É só ficar ali alguns minutos e já nem parece café fresco. Não sou esnobe, nem cri-cri, muito pelo contrário. Depois que minha cafeteira pifou e eu tive que começar a fazer na mão, com filtro e tudo mais, o café ficou outro. Muito melhor... Tanto que, nem comprei outra cafeteira elétrica. Prefiro deixar como está. Aqui em casa, todo mundo que experimenta, me pergunta sobre qual a marca que eu uso, se é moído na hora, etc. Só quando explico que é passado em filtro, é que o pessoal entende. Ahhhhhh.....que diferença!
Minha sogra é a maior fã do meu café, e olha que ela tem experiência no assunto. Foi casada com um dos maiores especialistas de café no Brasil, quando ainda existia o Insituto Brasileiro do Café (IBC). O meu sogro sabia a origem do café e suas propriedades apenas olhando e cheirando os grãos. Uma pena eu não ter tido oportunidade de conviver com ele por muito tempo. Se fosse hoje, viveria enchendo-o de perguntas.
Adoro café expresso, tipo capuccino, mokka, e todas as variações possíveis. Acho um ótimo programa entrar em cafeterias e pedir um café com um pedaço de torta, ou apenas tomar um cappuccino enquanto saboreio um biscoitinho amanteigado. Se tiver espaço para leitura, ainda melhor. Dá para esquecer da vida, se é que isto é possível...
Onde moro, até que encontro facilmente cafés bem feitos e caprichados. Teve uma época que fiquei tão fissurada pela arte do café, que pensei até em fazer um curso de barista. Mas desisti...
A primeira vez que vi na vida um café diferente, mais criativo, foi na minha adolescência. Passava férias na Alemanha na casa da minha avó. Era julho, pleno verão europeu, sol, calor e pouquíssimo vento. Posso dizer que estava um forno. Ela entrou na cozinha e começou a preparar um bebida belíssima. Levava café, sorvete e creme de chantily. Me lembro de ter experimentado e não gostei da combinação. Era quente e frio ao mesmo tempo. Pensei que minha avó, já velhinha, tinha errado a receita. Mas não, tratava-se de Ice Kaffee. Uma bebida muito consumida pelos alemães. Confesso que tomei apenas um gole para não decepcioná-la... Ela fez com tanto carinho, que não tive como desagradá-la. Para ela, o Ice Kaffee era delicioso. Percebia-se o prazer em seu rosto. Até que ela me perguntou se estava bom. Foi a deixa. Eu disse que não tinha gostado muito e que era amargo. Ela então, docemente, me falou. Esqueci... vocês brasileiros gostam de tudo açucarado. Foi lá dentro da cozinha e trouxe o potinho de açúcar. Me servi à vontade. Só então pude perceber que a bebida era gostosa mesmo. O toque mais doce fez toda a diferença. E o café foi se diluindo ao creme e ao sorvete, fazendo uma combinação maravilhosa.
Até hoje quando vejo Ice Cafe me lmebro da minha querida vozinha. Deixo aqui um gole em homenagem a ela.

4 comentários:

Andréa N. disse...

Somos duas! ADORO café e sempre digo que café tem cheiro de "everything is gonna be alright", hehe. Não tem um aroma maravilhoso? :)
Beijo.

Georgia disse...

Menina, fala nao. Eu adoro café.


beijao

Annix disse...

Heh, que história bonitinha.
eu gosto de café, mas raramente tomo. Difícil achar algum lugar que não sirva café queimado. Espresso, com pouco açúcar.

Beth Blue disse...

Eu também sou caffeine-addict, adoro café de todo jeito...o chato é que agora tive de substituir o açúcar pelo adoçante mas tudo bem! O tal Ice Coffee também vende muito aqui na Holanda no verão, me lembra o frapê de café que faziam no Brasil. Tomei uns deliciosos com meu namorado (e café em boa companhia fica melhor ainda, né...hehehe).