quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Freud explica


Fui tomada de desejo hoje e resolvi atacar um saco de biscoito goiabinha, enquanto escrevia neste blog. Amo este biscoito e quando tenho oportunidade, devoro numa tacada só. Ele já foi bem melhor, mas não tem importância. Tô satisfeita.
Só não sei o que está acontecendo... Às vezes, consigo ter tanto controle sobre meu apetite e em outras horas fico completamente desnorteada. Pareço uma vampira à procura de sangue. Só que neste caso a gula é por doce, açúcar, chocolate e coisas do gênero.
Ultimamente, tenho tido muitos desejos. E nem estou grávida! Os desejos aparecem e vão embora, sem demora. Desde que encontre algo que me satisfaça.
Acho que é o sabor do proibido que fica ecoando na minha cabeça. Você não deveria comer isso... você sabe que chocolate engorda! Está indo bem na dieta, não avacalha não!
Mas é o tal pensamento gordo que norteia meu ser... e bem nestas horas macabras. O que faço então? Deixo-me seduzir pela gula e pronto. Acabou o sofrimento. Só um biscoitinho não vai fazer tanta diferença. Amanhã recupero. Tá bom...
Essa história eu já vi e sei onde vai acabar. Põe aí... no final do ano estarei com dois quilos a mais.
É só começar uma dieta com algumas restrições, para poder perder três quilinhos [que teimam em aparecer na minha circunferência], que logo começa essa vontade de atacar o armário.
O problema de perder e ganhar peso, ou melhor, emagrecer e engordar, está é na minha cabeça. Ou eu começo a entender que não basta apenas mudar os hábitos alimentares, mas sim minha vida sedentária, ou eu vou ficar velhinha lutando contra a balança.
Eu preciso é me exercitar!!! Mas eu não gosto nem um pouco disso. Colocar roupinha de malhação e desfilar para cá e pra lá na academia, não é pra mim. Não aguento aquele clima de saúde competitiva, saber quem fez mais abdominais, ou quantos pesos consigo colocar nas pernas para sentir os músculos trabalhando... Quem precisa saber do tempo que fiquei na esteira? Fala sério!
Isso não é para mim. E olha que fui atleta na infância. Fazia ginástica olímpica, tipo solo, desde os 5 ou 6 anos. Me chamavam de menina elástico, tamanha minha facilidade de fazer aberturas, estrela, flick flack, ponte, etc,etc... Era sempre solicitada para abrir olimpíadas e apresentações da escola. E tive uma adolescência cheia de atividades físicas, com aulas de vôlei, basquete, handebol, além de musculação e jazz [que toda garota antigamente fazia]. Até que me exercitei bastante, hein? Nem eu fazia idéia de que tinha feito tudo isso.
Agora, recordando todas essas coisas, já começo a entender porque tenho pavor de entrar novamente em alguma atividade física. Freud explica. Com toda certeza...
By the way, só uma coisa me faz tentar rever esse preconceito contra os exercícios. É pensar que quando estou em forma, consigo entrar na roupa que quero, sem importar se vai ter meu número ou não. É a sensação de que fiz o dever de casa direito, de que sou capaz de alcançar um objetivo, uma meta. Nem que seja alguns quilinhos a menos.

Um comentário:

annix disse...

Adorava esse biscoito!
Putz, eu não sei o que aconteceu, mas de uns anos pra cá perdi completamente o desejo por doces (que eu adorava). Puf. Assim.
Faz dança! Eu tb detesto academia, mas dança é tão bom...